sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Mad Dragzter: Confira a capa e track list do novo álbum

O Mad Dragzter acaba de disponibilizar a capa e o tracklist de “Master Of Space And Time”, disco que será lançado no começo de 2015.

A arte da capa é assinada pelo artista Sergio Cariello, conhecido como um dos mais talentosos do mundo dos quadrinhos, com uma bagagem que inclui trabalhos nas gigantes Marvel Comics e DC Comics – além de tantas outras empresas, como as independentes, CrossGen Comics e Dynamite Entertainment.


O Tracklist de “Master Of Space And Time” traz as seguintes músicas:

1 - Valley Of Dry Bones
2 - Almighty
3 - Master Of Space And Time
4 - 5708
5 - Megiddo
6 - Gehenna: The Second Death 
7 - King Of Kings
8 - Army Of Truth
9 - Sons Of Thunder
10 - The Man By The Pool Of Bethesda 
11 - One Nation, One Church
12 - Mission Open Doors
13 - Vox Spiritus Sancti
14 - Wrath Of God
15 -  New Heaven And New Earth

Você pode conferir um pequeno trecho de “Sons Of Thunder” (versão demo), que foi usada na trilha sonora da coleção da Army Inc., outono/inverno, passado, aqui:


A formação do Mad Dragzter continua a mesma de “Killing The Devil Inside”, lançado em 2006, com Tiago Torres (vocal e guitarra), Gabriel Spazziani (guitarra), Armando Benedetti (baixo) e Eric Claros (bateria)

Acompanhe as novidades da banda no site e nas redes sociais:

Cooking Hostile: Aprenda a cozinhar com os mestres do Heavy Metal!

Confira a série animada de Cooking Hostile, com Phill Anselmo:









terça-feira, 14 de outubro de 2014

Review: ITD - Into The Dust


Por Pedro Humangous

Eu já tinha ouvido falar da banda ITD (Into The Dust), porém, ainda não havia escutado suas músicas. Prevejo uma chuva de pedras, mas não sou lá grande fã do Black Sabbath. Fui ter contato com o Heavy Metal bem mais tarde, portanto minha “escola” é a mais recente. O ITD, formado das cinzas da banda Grothesc, vem de Brasília e apresenta um Doom totalmente Stoner (e bebe bastante da fonte do Sabbath), coisa rara de se ver por terras brasileiras. Além disso, o grupo formado por Nossat (guitarras e vocais), Santos (baixo e sintetizadores) e Marra (bateria), canta suas letras em português, facilitando o entendimento da obra. O disco autointitulado possui sete faixas do mais arrastado e sombrio Metal, com fortes influências setentistas, guitarras sujas, ritmo cadenciado e um estilo simples e reto, porém bastante eficiente – quase hipnótico. O trabalho está muito bem produzido, com uma ótima qualidade de gravação, graças às mãos do experiente Caio Duarte (Dynahead) e seu Broadband Studio. A bela ilustração da capa foi feita por Tiago Prado e logo de cara já deixa exposta a proposta da banda. Falando das composições em si, gostei bastante do timbre escolhido para as guitarras, poluídos na medida certa, a bateria bem destacada e o baixo com seu peso mortal. O vocal de Nossat caíram feito uma luva nesse instrumental, meio rasgado, meio angustiado, gerando certo desconforto e inquietude no ouvinte, chamando para bater cabeça. “Redentor” é a mais sabática de todas, obscura, densa e mortal, uma das melhores do álbum. O lado mais Doom se faz presente com mais veemência na interessante faixa “Arcabouço”, fazendo o ouvinte viajar sem rumo. Outra que merece destaque é “Réquiem”, onde eles acertam em cheio nas alternâncias de tempo – me lembrou um pouco o som de bandas como Kylesa, Howl e Black Tusk. Definitivamente merecem maior destaque por fazer parte desse estilo tão pouco experimentado por bandas nacionais, além de terem competência suficiente para crescer ainda mais. Um álbum denso, porém ótimo de ser ouvido. Uma grata surpresa, ficarei de olho daqui pra frente. Nota: 8,0


Ouça e compre sua cópia aqui: http://intothedust.bandcamp.com/


Dragonheart: divulgada capa do novo álbum "The Battle Sanctuary"


Ótima notícia galera! Os curitibanos da banda Dragonheart estão de volta! Eles divulgaram recentemente, através de seu perfil oficial no Facebook, a capa do seu próximo álbum, "The Battle Sanctuary”, que finaliza a trilogia iniciada com os aclamados álbuns “Throne of Alliance” e “Vengeance in Black”. O álbum está finalizado e mixado. Ficaremos de olho, pois em breve haverá mais informações sobre a data de lançamento.

FACEBOOK - Dragonheart

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Review: Lottors – Mirage


Por Pedro Humangous

Ah esse Metal brasileiro que não cansa de nos surpreender...! Quem é o louco que diz que as bandas daqui são inferiores ou não prestam? Com essa facilidade tecnológica atual, muitas bandas renegadas às garagens e estúdios locais, hoje podem gravar um disco de alta qualidade e atingir um público mais amplo na internet e consequentemente em seus futuros shows. Confesso que não tinha ouvido falar ainda do Lottors e não sabia o que esperar ao ver essa belíssima arte que ilustra a capa (méritos para Carlos Fides da Artside). E sinceramente, ao colocar o disco pra rodar, continuava sem saber o que esperar de cada segundo que ia sendo apresentado. Uma mistura incrível de estilos e experimentalismos transborda o caldeirão intitulado “Mirage”. Temos aqui um Prog Metal recheado de guitarras de sete cordas (ou oito, não sei), partes mais agressivas e extremas, com quebras de tempo insanas e um vocal que parece ter saído de um manicômio. Notamos também uma forte influência desse mais recente gênero chamado Djent, misturado com linhas vocais que variam entre o gutural e o limpo num estilo Mike Patton (Faith No More). Resumindo, o negócio é loucura total, imprevisível e constantemente interessante. O mais incrível é que todo esse som é feito por um trio, formado por João Augusto (baixo e vocais), David Schilckmann (guitarras) e Julio Duarte (bateria). O timbre das guitarras é animal, bem como o bom gosto na construção dos solos que invadem as músicas sem aviso prévio. A bateria também está nervosa e desafiadora, seguida de perto pelas linhas criativas e encorpadas do baixo. O vocal é bastante versátil, mas as vezes peca por experimentar demais e acaba soando estranho em alguns momentos como na faixa “Broken Bird”. O álbum é recheado de vinhetas entre as músicas, gerando um clima interessante na audição completa do trabalho – no total são 14 faixas e quase uma hora de música. Minhas favoritas são  “Pot Of Greed” e “Whar I Left To Bleed”, ambas extremamente complexas e diversificadas, creio que são as que melhor definem a proposta do Lottors. O instrumental me deixou de queixo caído, eu só recomendaria uma leve melhorada nas partes limpas do vocal e quem sabe experimentar uns guturais mais fechados, iriam contrastar muito bem com os mais rasgados e abertos. Definitivamente uma das revelações nacionais do ano! Ouça! Nota: 9,0


Contato:

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Review: Imperative Music - Volume VII


Por Pedro Humangous

Tenho em mãos mais uma coletânea da Imperative Music, desta vez o Volume VII. O trabalho capitaneado por Gilson Arruda é brilhante e agrega bandas dos mais diversos estilos e países do mundo todo, criando uma compilação super interessante, ótima para conhecer coisa nova! Falando especificamente desse sétimo volume, encontramos praticamente de tudo. Alguns sons são realmente muito bons e profissionais, vindo de países com pouca tradição no cenário mundial. Um claro exemplo é a banda Ishtar da Coréia do Sul, com um Symphonic Metal de primeira e uma vocalista super talentosa. Taiwan por sua vez não fica para trás e nos brinda com um Thrash nervoso da banda Greedy Black Hole. Porém, nem tudo são flores por aqui, existem sim algumas bandas bem fracas e com qualidade de gravação altamente discutível – pode passar longe da banda francesa Red Dead e da suíça Undead Vision por exemplo. Se o intuito é divulgar os nomes menos favorecidos no underground, essa coletânea recebe pontos extras, porém podia ser mais criteriosa na escolha do cast, principalmente no quesito qualidade de som de alguns representantes. Destaque para a banda chilena Zenit, com uma proposta bem diferenciada. As bandas brasileiras fizeram bonito e apresentaram, no geral, a melhor sonoridade dentre as demais. Entre as nacionais estão: Rotten Filthy, Subversilvas, Rise ‘N’ Down, Amen Corner, Toxic Maze, Southern, Cellmys e Silent Hall. Se você tem uma banda e ficou interessado em participar, entre em contato com a Imperative Music, pois é um trabalho que vale a pena. Os discos são produzidos nos Estados Unidos e distribuídos para as principais gravadoras e imprensa da Europa, EUA, Japão e Brasil.

Contatos:

(clique na imagem para ampliar)

Review: Eternal Malediction – I, Eternal


Por Pedro Humangous

Desde quando tive o primeiro contato com o som do Eternal Malediction, em 2006 através do álbum “Endeavour Through Thorns”, pirei com a sonoridade apresentada. Uma mistura de Black, Death e Prog, montando um quebra cabeça perfeito e muito bem balanceado. Originalmente lançado em 2009, o single “I, Eternal” (que conta com três músicas) não teve uma exposição esperada e merecida – das 500 cópias confeccionadas, apenas metade foi distribuída. Agora, em 2014, a outra metade está sendo disponibilizada para venda e apreciação. O trabalho foi gravado, mixado e masterizado por Rafael Augusto Lopes (Imminent Attack, Lothlöryen) e Brendan Duffey (Torture Squad, Angra, Dr. Sin) nos estúdios Casanegra e Norcal. As composições são de cair o queixo, belíssimas estruturas, ora complexas, ora de facílima assimilação. As guitarras abusam de momentos absurdamente belos como na faixa “Ego Rex”, misturando a linda melodia com partes extremas e sujas. Os vocais de Heverton Souza também merecem destaques, pois trazem a angústia e malevolência do rasgado típico do Black Metal, contrastando com o instrumental. “The Process”, faixa de abertura, é a mais simples e direta – com menos de três minutos de duração, ela acerta na dose entre o Black e o Death Metal. O destaque mesmo fica para a faixa que leva o título do single, “I, Enemy”, uma verdadeira epopeia sonora, passando inclusive pelo Jazz com aquela pegada Prog, transbordando feeling e bom gosto. Ano que vem, serão 15 anos desde a criação do Eternal Malediction. Quem sabe eles não resolvem comemorar e nos presentear com um novo álbum de inéditas! Aos interessados em adquirir essa obra de arte, o single custa apenas R$ 10 (já com frete incluso), basta entrar em contato com a banda através do email: luxpress1@gmail.com


Formação de "I, Enemy":
Heverton Souza - Vocais
Rafael Souza - Guitarras
Rafael Augusto Lopes - Guitarras
Pedro Salles - Baixo
Betto Cardoso - Bateria

Contatos:
myspace.com/eternalmalediction
https://www.facebook.com/pages/Eternal-Malediction-Band/243981475643860

Review: Sangrena - Blessed Black Spirit


Por Pedro Humangous

O estranho e curioso mercado da música no Brasil... Algumas belas porcarias são lançadas no mercado nacional, porém, outras tantas pérolas são simplesmente ignoradas pelos selos e gravadoras. A solução encontrada por muitos é lançar seu próprio material, ser independente. A banda brasileira Sangrena gravou o álbum “Blessed Black Spirit” em 2007 e teve seu lançamento feito no exterior através da Darzamadicus (Europa) e Sevared Records (Estados Unidos). Somente agora, quase oito anos depois, temos a chance de conferir esse belo trabalho voltado para o verdadeiro e tradicional Death Metal. Você já sente o cheiro dos anos 90, aquela pegada mais old school de se fazer o Metal da Morte, porém, o grupo de Amparo (SP) consegue ainda adicionar uns toques extras de personalidade, dando uma nova roupagem ao estilo. As músicas são nervosas, agressivas e, em sua maior parte, velozes, sem deixar de experimentar da cadência mortal. Ao invés de apostarem naquela sonoridade pasteurizada e moderna (muito comum nos discos gravados hoje em dia), a banda apostou suas fichas em um som mais orgânico, o mais fiel possível da realidade, daquele som que você ouvirá ao conferi-los ao vivo. Obviamente essa escolha gera consequências e com isso o som ficou um pouco mais cru e abafado – o vocal poderia ser um pouco mais alto e aberto na mixagem. Em compensação a bateria está fenomenal (blast beats até não aguentar mais!), ditando o ritmo das onze infernais composições! As linhas de baixo e guitarra também não ficam para trás, é riff atrás de riff, entortando qualquer pescoço que se preze! As faixas que mais gostei foram “Cursed By Revenge” e “The Ninth Prophecy”, ambas diversificadas e viciantes! Como grande apreciador das artes das capas, achei que essa em questão podia ter sido melhor trabalhada – possui boas ideias e ótimos elementos, mas o resultado final deixou um pouco a desejar. O Sangrena é uma banda com enorme potencial e merece sua atenção. Espero que não demorem tanto tempo para lançar outra pedrada como essa! Nota: 8,0


Formação:
Luciano Fedel - Vocais, Baixo
Fabio Ferreira - Guitarras
Gustavo Bonfá - Guitarras
Alan Marques - Bateria

Tracklist:
01. When the Masks Fall
02. Infernal Domination
03. Cursed by Revenge
04. Land of Scorn
05. Abyss of Souls
06. The Ninth Profecy
07. Blessed Black Spirit
08. In Sacrifice
09. Reign of Illusions
10. City of Hanged People
11. The March

Contatos:


Review: Unearthly - The Unearthly


Por Cupim Lombardi

Essas primeiras frases reescrevi várias vezes para poder chegar à melhor forma de começar a descrever esse álbum e, como podem ver, não cheguei a nenhuma frase de efeito que descrevesse “The Unearthly”, o quinto trabalho de estúdio desses cariocas que só comprovam a importância da cena e do underground nacional no metal extremo mundial devido à sua sequência de trabalhos fantásticos! A musicalidade da banda, como esperado, só avança, e não só em relação à qualidade técnica, mas também em todo conteúdo e distribuição ao longo do trabalho, que tornam essa obra nada cansativa e muito instigante! Capricho na lírica das músicas, que inclusive tem a música “Eshu”, cantada em português (única no álbum), que nem precisa dizer de que se trata, mas também a preocupação de explicar o significado de cada letra mostra que o grupo tem mensagem e conteúdo para passar. Alguns podem achar partes mais cadenciadas no álbum, porém a agressividade, velocidade e peso na medida certa fazem desse álbum um destaque disparado nos lançamentos nacionais – e porque não? – internacionais desse ano. Convém destacar o uso de elementos de música afro-brasileira e percussões bem ligadas às matrizes africanas como na música “Chant from the Unearthly Rites”, que antecede “Where the Sky Bleeds in Red” que traz uma leitura da Guerra de Canudos bem interessante! Daria para falar de música por música, pois todas têm seu destaque e diferencial nessa obra-prima do metal extremo nacional. Álbum para ser escutado sem dó, do começo ao fim! E no repeat “fácil fácil”. Nota: 10


Unearthly - The Unearthly
(2014 – Nacional – Shinigami Records)


Formação:
F. Eregion – Vocais, guitarras
Vinnie Tyr – Guitarras
M. Mictian – Baixo
B. Drummond – Bateria


Tracklist:
01. The Sin Offering
02. The Confidence of Faith
03. Eshu
04. The Unearthly
05. Agens Mortis
06. Chant from the Unearthly Rites
07. Where the Sky Bleeds in Red
08. The Dove and the Crow
09. From Womb to Reborn
10. The Fire of Creation
11. Aisle to Everything


Contatos:
http://theunearthly.com/
https://www.facebook.com/unearthly.official

Onde comprar: Shinigami Records

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Live Shit: Verme Festival

Show: Verme Festival
Local: Bar do Titio, Guará – Brasília/DF
Data: 27/09/14
Horário: 18h
Texto: Pedro Humangous
Fotos: Jacqueline Sales


Os vermes que circulam por nossas veias estremecem ao ouvir o bom e velho Metal. E nada mais justo do que criar um evento dedicado à eles! Em comemoração aos dez anos da banda brasiliense Device, o festival reuniu grandes bandas locais. Foi a primeira vez que estive no Bar do Titio e o local é muito bom para shows, fácil localização e acesso, bastante estacionamento e espaço arejado. O som é levemente prejudicado pela estrutura de metal, deixando um pouco confuso para quem assiste do fundo. A iluminação, no dia, estava simples, mas criava um clima soturno interessante. Previsto para as 18h de um sábado, os shows foram começar efetivamente pouco depois das 20h, contando com um público ainda tímido - aos poucos a galera foi chegando e enchendo o local. 


A banda encarregada de começar os trabalhos foi o Optical Faze, apresentando várias músicas de sua carreira. Um show mais contido e introspectivo, mas muito impactante, todos os músicos são bastante técnicos, entregando um som de primeira. Na sequência, os doentes (a banda estava vestida com roupas de hospital e o vocalista cantava apoiado em uma muleta) do Don 9 começavam seu festival de loucuras. Músicas mais simples e diretas divertiram o público, que começava a aquecer! 



A próxima banda foi o ITD, verdadeiros discípulos do Black Sabbath, o grupo foca em uma sonoridade arrastada, densa e sinistra – deixou a galera meio anestesiada (no bom sentido). Para reascender a plateia, sobe ao palco os thrashers do Phrenesy, tocando músicas de seu mais recente disco, “The Power Comes From The Beer”. Esse foi um dos melhores momentos da noite, agitaram bastante no palco e consequentemente contagiaram as pessoas, que abriam rodas insanas e empolgadas! No fim dessa apresentação, a banda chamou as demais bandas e pessoas importantes do evento para subirem no palco e cantar a saideira com eles, foi épico! 



A troca de bandas no palco era bem rápida, o que ajudava a manter a boa energia do evento. Em pouco tempo, era hora do Death Slam destruir tudo com seu Death Metal nervoso. Já passava da meia noite, mas a galera não dava sinais de cansaço, aguardando o grande show da noite: Device! Encabeçada por seu vocalista, Italo Guardieiro, o grupo fechou a noite com maestria, tornado o primeiro Verme Festival um sucesso! Sabemos como é difícil organizar eventos de Heavy Metal nesse país, principalmente na cidade de Brasília (que estranhamente possui ótimas bandas, mas uma cena relativamente fraca). Tá ai uma banda batalhadora, que merece o respeito de todos nós! Vida longa ao Device e ao Verme Festival!


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Live Shit: Napalm Death e Hatebreed - O Circle Pit Redentor!

Show: Forceps, Napalm Death e Hatebreed
Local: Circo Voador / RJ
Horário: 20:00hrs
Dia: 26/09/2014
Texto: Augusto Hunter
Fotos: Daniel Croce
Revisão: Flávia Pais

E mais uma vez o Cristo Redentor está de braços abertos para receber um dos eventos mais aguardados por muitos: o grande encontro entre dois grandes nomes do cenário, em uma única noite. Uma sexta feira que ficou na memória de muitos que ali estavam pois, ver em uma porrada só, os “Grindfathers” do Napalm Death e o Hardcore do Hatebreed é  chance única.


O Circo Voador, mais uma vez recebendo todos os bangers, “core boys” e “grinders”, noite que ao ter seus portões abertos e as luzes do palco acesas, recebeu a todos com o incrível show do Forceps, banda carioca de Death Metal, que ficou encarregada de começar os trabalhos daquela noite. E eles não decepcionaram! Mostraram por que muitas bandas do Rio de Janeiro estão cada vez mais em evidência no país e também no mundo. Profissionalismo, qualidade musical e um show destruidor, com tocando sons de seus EP´s e do vindouro “Humanicide”. Destaco a voz de Doug Murdoch, que vem melhorando em cada concerto que vejo da banda. Começamos assim nossa maratona de shows daquela noite.


Depois de um certo tempo desmontando o palco e coisas do tipo, invadem o palco do Circo Voador, de forma impetuosa, os ingleses do Napalm Death que já entram em palco arregaçando tudo, com músicas do seu último disco “Utilitarian”, descendo a mamona, mostrando que mesmo depois de 30 anos eles ainda tem um caldo muito denso a ser liberado ao mundo e, se é pra falar de “Grindcore”, temos que começar com Napalm Death. Show rolando. Vamos destacar uma sequência que é “covardia” sonora - isso sem desconsiderar o show completo, pois sempre foi e sempre será assim - mas, “Unchallenged Hate + Suffer The Children + When All Said Is Done” são executadas exatamente nessa ordem e, meus amigos: não tem como ficar pedra sobre pedra! 


E ainda viria uma sequência de sons, vindo diretamente de “Scum”, o revolucionário primeiro disco da banda, onde não se encontra mais nenhum integrante que gravou esse petardo. O membro mais antigo, o inigualável Shane Emburry, não estava ali naquele momento. “Scum, Life, Deceiver e The Kill” foram tocadas e quem piscou, perdeu “You Suffer”. Muitos, para ser mais exato, perderam essa. Para fechar o show, um lindo recado, em forma de ‘cover’, é dado pela banda pois, “Nazi Punks Fuck Off” do Dead Kennedys, é tocada e sempre bem recebida. Acho o nome da música alto explicativo, certo e pra fechar o show deles, “Siege Of Power”, incrível e sensacional como sempre. Agora vamos respirar e descansar pois ainda temos o Hardcore do Hatebreed por vir.


Aquele momento de dar uma volta, ver e encontrar os amigos, tirar uma foto com o Mark “Barney” Greenaway, que foi até o público pra fazer isso (consegui a minha!), conversar e, como um soco direto em nossa cara, Jamey Jasta e sua turma vem com tudo! “Straight To Your Face” abriram as celebrações naquele momento. Confesso! Fui pego de surpresa e saí correndo para o ‘moshpit’ ensandecido. Como não ficar assim com uma abertura dessas? Cara! Com a clássica simpatia que Jasta e toda a sua banda tem em palco, grandes músicas foram executadas como: “This Is Now”, “As Diehard As They Come”, “Doomsayer” e também, as do novo álbum “The Divinity Of Purpose” como “Honor Never Dies” e “Indivisible”.


E eles ainda guardavam mais coisas. Em determinado momento, um fã tenta chegar mais próximo à banda e vem um dos seguranças, dando mancada de fazer alguma coisa com ele. Na hora, Jasta para de cantar e descarrega todo o ódio em cima do cara, mandando ele sair da frente do palco porque “nenhum ser humano pode machucar um fã meu e ficar ileso”. Exatamente assim!

Após o incidente, uma merecida homenagem a Jeff Hanneman (falecido guitarrista do Slayer). Eles mandam, direto do álbum de covers “For The Lions” “Ghosts Of War”, numa versão bem nervosa, diga-se de passagem. E vamos com mais clássicos! “Proven”, “Smash Your Enemies”, “Facing What Consumes You” não deixaram em nenhum momento a peteca cair; e mesmo que o público estivesse dando algum sinal de cansaço, essas músicas vinham como uma carga extra de energia, que não deixava o ‘moshpit’ parado sequer uma vez.
Foi lindo.


Para fechar a noite, a banda tocou “I Will Be Heard” e “Destroy Everything” e assim, Jasta e companhia, se despedem do Circo Voador, deixando um gosto de ‘quero mais’ no público e  também a certeza de que mesmo com toda a virada que o mercado possa dar, e que muitos aquela noite não concordaram com o fato do Napalm Death estar abrindo para o Hatebreed, o que fica é: não importa quem é maior que alguém, importa sim a qualidade do show que ali foi apresentado e as bandas, nesse ponto, deram grandes aulas.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Job For A Cowboy: Novo álbum a caminho!


A banda americana Job For A Cowboy acaba de anunciar a capa, o título e uma faixa do seu próximo álbum de inéditas, o "Sun Eater". O disco está previsto para ser lançado dia 11 de novembro via Metal Blade Records.

A banda selecionou mais uma vez o Jason Suecof para produzir o trabalho. Abaixo você pode conferir o primeiro single, "Sun Of Nihility". A banda, que começou utilizando-se do estilo Deathcore, foi evoluindo ao longo dos anos, passando para um Death Metal mais tradicional, beirando o Tech Death atualmente. Vale a pena conferir!



Pra quem quiser fazer o pre-order, basta acessar: metalblade.com/jobforacowboy

Para mais informações: 
http://www.facebook.com/jobforacowboy
https://twitter.com/jfacmetal