domingo, 14 de dezembro de 2014

Review: Noturnall – Fist Night Live (DVD)


Por Pedro Humangous

Eu realmente não entendo essa questão extrema de amor e ódio quando o assunto é Shaman e Angra. Tudo o que envolve os membros do grupo, sejam atuais, do passado ou com um leve envolvimento, a coisa ganha enormes proporções. Infelizmente nesses casos, típicos de “TV Fama”, a música acaba ficando de lado, focando somente no lado pessoal dos músicos. Não tenho absolutamente nada contra Aquiles Priester e Thiago Bianchi, respeito muito o que eles fazem de melhor: música. Enquanto isso, Léo Mancini (guitarras), Junior Carelli (teclados) e Fernando Quesada (baixo), “comem pelas beiradas”, ganhando o devido mérito pelos excelentes músicos que são. O fato é que o Nortunall, que surgiu das “cinzas” do Shaman, apareceu “do nada” e já ganhou enorme espaço na mídia com um trabalho incrível, o álbum auto intitulado de estreia. Logo na sequência, apresentam seu primeiro DVD, contendo exatamente as músicas do primeiro – e único – trabalho da promissora carreira. Seria prematuro demais lançar um registro em vídeo tendo apenas um álbum lançado? Talvez. Mas isso não é motivo que impeça de ser feito – vide o próprio Shaman na época do André Matos, com “Ritual”. E então por que tanta discórdia, tanta pedra jogada? Difícil entender. Tanto as composições quanto a parte técnica e visual desse DVD são primorosos, captam um momento único onde a banda desfruta de seu melhor momento. Nas participações especiais, temos o jovem talento Luiz Fernando Venturelli (de apenas 13 anos) tocando um violoncelo e, como não poderia faltar, Russel Allen (Symphony X e Adrenaline Mob) cantando na faixa “Nocturnal Human Side”. Apesar de muitos acharem desnecessários nos shows, destaco o solo monstruoso de bateria do Aquiles e o incrível solo de guitarra do Léo, isso sem falar no solo de Ipad (isso mesmo!) do tecladista Junior. O set list conta com faixas surpresa, que não constam no encarte do DVD, portanto, não irei estragar a supresa, porém, garanto que são incríveis e bem escolhidas! Nos extras, temos depoimentos dos fãs e da equipe de produção, falando do making of dessa gravação do show, além de videoclipes. Para o primeiro show de uma banda “iniciante”, deixaram muitas bandas consagradas “no chinelo”. Mostraram entrosamento, ousadia e principalmente carisma e talento de sobra para serem um dos maiores nomes da cena brasileira na atualidade. Se souberem manter as polêmicas e os egos de lado, certamente o Noturnall irá muito longe com essa formação! Ansioso pelo que vem pela frente! Nota: 9,5


Track List:
  1. Intro
  2. No Turn at All
  3. St. Trigger
  4. Inferno Veil
  5. Zombies
  6. Master of Deception
  7. Hate! (Promo Video Full Version)
  8. Aquiles Priester Psychoctopus Solo
  9. Last Wish (Feat. Luiz Fernando Venturelli)
  10. Léo Mancini Solo - Intro Brazilian Act
  11. Fake Healers
  12. Sugar Pill
  13. Nocturnal Human Side (Feat. Russell Allen)
  • Bonus:
    • 3 Suprise Tracks
    • Extras:
      • Behind Yamaha's Console
      • Band and Friends
      • Video Clips: 2 Surprise Videos 
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Review: Hate For Revenge - Return Of The Hate


Por Pedro Humangous

O ódio está de volta! Após encerrarem suas atividades em 2008 (menos de dez anos desde sua criação), o grupo Hate For Revenge está de volta, trazendo um EP contendo três novas composições. Julgando pela capa, podemos pensar que se trata de uma banda de Death Metal, porém, o som que sai das caixas é um Heavy Metal tradicional, calcado nos primórdios como Manowar, Iron Maiden, Grim Reaper, entre outros da NWOBHM. Ainda falando sobre a capa, a banda escolheu uma arte bem simples, quase tosca eu diria, mas que remete aos álbuns independentes dos anos oitenta, época em que era comum ter ilustrações com esse aspecto “feito à mão”, sem muita frescura. Como o EP vem em uma embalagem simples, de papelão, não temos muito acesso às informações como a formação do grupo, as letras das músicas ou dados sobre a produção. O disco foi produzido pela própria banda e realmente não há nada de surpreendente, uma qualidade mediana de gravação, sem muito requinte. As músicas são muito boas, com ideias bem interessantes, que poderiam ser melhor trabalhadas e ganhariam muito mais poder caso fossem melhor produzidas. O vocal canta bem, mas dá umas deslizadas em alguns momentos – porém sabe usar bem os agudos e os rasgados. Certamente essas músicas devem empolgar bastante quando tocadas ao vivo! Destaque para “Apogee In Zodiacal Circle”, a mais pesada e empolgante entre as três. Espero que dessa vez voltem para ficar e aprimorem suas composições, bem como a escolha de um bom produtor e um bom estúdio, sem falar em um artista gráfico para o próximo trabalho. Que a sede por vingança esteja à altura desse ódio declarado. Welcome back! Nota: 6,5


Track List:
01. Hate for Revenge
02. Apogee in Zodiacal Circle
03. Foretaste of Blood

Formação:
Daniel Monfil - Vocais
Jason Priéster - Guitarras
Ricardo Oliveira - Guitarras
Belmilson Santos - Baixo
Sidnei Nonato - Bateria

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Review: Lords Of Aesir – Dream For Eternity…

(Gravadora: Shinigami Records)

Por Pedro Humangous

Dentro do Heavy Metal existe de tudo, tem material para todos os tipos de gosto. Não sou exatamente o fã número um de vocais femininos – nada contra, só não faz muito meu tipo. Formada em 2009, a banda paranaense Lords Of Aesir investe em um som bastante diversificado, recheado de instrumentos diferentes, orquestrações e um Metal Sinfônico de primeira. O grupo formado por Karol Schmidt (vocais), Julio Machado (guitarras) e Ian Schmoeller (teclados), pratica uma mistura de Nightwish (no início da carreira) e o Therion (já nessa fase mais recente). A influência de música clássica é o grande charme desse álbum, que traz em suas composições uma diversidade incrível de vocais (femininos, masculinos, líricos, sopranos, guturais, etc.), além de uma criatividade sem limites para o instrumental. A produção infelizmente pecou na hora de mixar esse disco, que muitas vezes soa estranho aos ouvidos. Os vocais ficaram muito evidentes e altos em relação ao instrumental, que ficou um pouco apagado e sem brilho. Outro ponto negativo foi a arte escolhida para ilustrar a capa, simplória e pouco atrativa. Em alguns momentos da audição, o ouvinte vai se sentindo em casa, lembrando os grandes nomes do estilo, como After Forever em “Black Oasis”, além dos já citados Nightwish e Therion, na faixa “The Truth”. Na minha opinião, a banda se sai melhor quando aposta no Speed/Power Metal, como na excelente “The Voice Beyond”, penúltima do álbum.  “Elvish Night”, com sua pegada celta/medieval é um dos destaques de “Dream For Eternity…”, ficou bem bonita e interessante – irá agradar aos fãs de Tuatha De Danann e Braia. Destaque para os duelos de guitarra e teclados, que são absurdos de técnicos, esbanjando feeling em suas execuções perfeitas. A adição de violinos, cellos e flautas criou uma atmosfera bem legal e acrescentou bastante às músicas. Acho que a banda ainda tem muito a oferecer, só precisa lapidar melhor esse diamante bruto. Nota: 7,0


Track List:
01. Veritas
02. The Truth
03. Stand for Revival
04. Black Oasis
05. Elvish Night
06. Aesir's Renegade
07. Unpredictable 
08. Fear of the Lies
09. The Voice Beyond
10. Stardurst

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domingo, 7 de dezembro de 2014

Review: Woslom - DestrucTVision


Por Pedro Humangous

Finalmente uma banda fez aquilo que sempre sonhei, lançar um disco com suas músicas representadas por vídeos – e acho que todo lançamento deveria vir acompanhado de um DVD contendo todas as músicas, seja executadas em estúdio, seja como videoclipes ou ao vivo. Isso ajuda e muito o ouvinte a acompanhar as letras, ver como suas partes favoritas são tocadas, enfim, melhora bastante a forma de consumir o produto como um todo. E foi exatamente isso que a banda brasileira de Thrash Metal, Woslom, fez! Após o lançamento do bem sucedido álbum “Evolustruction”, resolveram soltar esse DVD contendo todas as faixas em formato de videoclipe e lyric videos – uma tremenda sacada! Encontraram uma forma diferente de ouvir a música, o formato é ótimo para acompanhar as músicas prestando atenção a cada detalhe, além de ser perfeito para colocar no telão e ver com os amigos enquanto toma umas cervejas geladas! A arte da capa, que é bem legal e old school, foi feita por Marcio Aranha. Os destaques, obviamente, ficam para as faixas que ganharam videoclipe, como os mais modernos e impactantes, “Evolustruction” e “New Faith”, além do mais simples e sombrio como “Purgatory”. Nos extras, “Breathless (Justice’s Fall)” e “Haunted By The Past” ganharam uma versão ao vivo em estúdio, bem legal. Pra completar o material, temos ainda uma entrevista concedida ao Wikimetal, falando um pouco sobre sua trajetória, entre outros assuntos. Só faltou um show completo pra deixar tudo perfeito. Um lançamento bem bacana e indispensável para os fãs da banda e principalmente do Thrash Metal. Que sirva de exemplo para que outras bandas também sigam esse formato de lançamento, seja como DVD, seja como um extra nos discos. Uma banda que tem muito potencial para se tornar um ícone no Metal nacional e um dos principais nomes do estilo pelo mundo! Nota: 8,0


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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Review: Andsolis - Vigil

(Gravadora: Shinigami Records / Qualitiy Steel Records)

Por Pedro Humangous

Eu achei que já tinha ouvido de tudo dentro desse Metal que tanto amamos, mas Death Metal Melódico Progressivo, como a própria banda se intitula, confesso ser a primeira vez que ouço o termo. “Vigil” é o fruto de mais uma parceria entre o selo brasileiro Shinigami Records e o alemão Quality Steel Records, que disponibiliza no mercado nacional algumas bandas interessantes e menos conhecidas, como é o caso da Andsolis. O grupo formado por Simon Abele (guitarras), Oliver Kilthau (vocal limpo), Manuel Siewert (vocal gutural), Stefan Rosenmeyer (guitarras), Martin Pohl (teclados), Bryan Zwiers (baixo) e Marco Tecza (bateria), vem da cidade de Heidelberg, na Alemanha, e traz consigo uma gama enorme de influências, passeando pelo Folk e pelo rock progressivo setentista, lembrando uma mistura entre o Borknagar e o Tuatha De Danann – grosseiramente falando. As músicas são longas e convidam o ouvinte a uma verdadeira viagem musical, transitando entre momentos de pancadaria e outros de pura calmaria e ambientação, dando bastante dinâmica à audição. A diversidade de estilos dentro da mesma música é o ponto forte desse trabalho, fato que gera curiosidade a cada música que avança, prendendo a atenção e cativando logo nas primeiras ouvidas, se tornando viciante nas demais. A presença dos Hammond e dos blast beats é de entortar o pescoço, dando um nó no cérebro com riffs de guitarra inspiradíssimos. A arte da capa também é bem interessante e reflete bem o espírito desse disco: belo, introspectivo e enigmático. O artista responsável foi o espanhol Juanjo Castellano, que também já trabalhou com bandas como Avulsed, Vomitory, Headhunter D.C., entre outras. Eu não conhecia a banda Andsolis e, de repente, já se tornou uma das minhas favoritas! Definitivamente esse álbum merece sua atenção e aquisição! Nota: 9,0


Track List:
1. Stand Vigil
2. Kingdoms without Shape
3. In Silent Confidence
4. The Mystic
5. Days of Receding Light
6. Meridian Smiles
7. The Laughter Echoes

Contatos: 
https://www.facebook.com/Andsolis
Adquira o álbum aqui: http://bit.ly/1rdvSuO

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Review: Fire Hunter – No Fear No Lies

(Gravadora: Shinigami Records)

Por Pedro Humangous

Que ótima fase vive o Melodic/Power Metal! Há uns anos ele havia demonstrado cansaço e poucas bandas arriscavam coisas novas, assim como os fãs também davam pouca atenção ao estilo, que andava desacreditado. Porém, nos últimos anos temos visto um forte retorno de bandas consagradas e o surgimento de outras novas. E esse aqui é um belo exemplo do terreno fértil brasileiro, que revelou fortes nomes como Almah, Age Of Artemis, Traumer, entre tantos outros. O Fire Hunter, quinteto paranaense, traz um trabalho que agrega forças para se juntar a esse seleto grupo das grandes bandas brasileiras de destaque nacional. Estamos falando do segundo álbum da banda, intitulado “No Fear No Lies”, produzido por Tito Falaschi e com arte feita por Jean Michel da Designations Artwork. Em relação ao disco anterior, "Arising From Fire", é possível notar uma grande evolução e aprimoramento, tanto nas composições quanto na produção e gravação. As músicas são bem diversificadas, sabendo dosar as clássicas partes velozes do Power, com baladas e trechos ultra melódicos, sem esquecer os refrões grudentos e com vozes dobradas. O Fire Hunter não traz nada de novo ao jogo, mas revela suas surpresas ao longo da audição, funcionando estrategicamente bem, prendendo a atenção do ouvinte e cativando logo nas primeiras audições. Destaque para as faixas “Simple But Proud”, com uma levada de viola caipira muito bacana, e “No Fear No Lies”, bem porrada, lembrando um Angra mais moderno. Gostei bastante do uso inteligente dos teclados, sutis, sem exageros mas extremamente importantes no resultado final. O peso das guitarras e a construção dos riffs também merece aplausos, bem como a cozinha (baixo e bateria) sempre presentes preenchendo todo e qualquer espaço com técnica invejável. O grupo se mostra maduro e pronto para se destacar na multidão, estão no caminho certo! Vale a pena conferir esse trabalho! Nota: 8,0


Track List:
01. You'll Fell It Now
02. Amaze Myself
03. A Better Time
04. Time to Believe
05. Simple But Proud
06. No Fear No Lies 
07. When Tears Dry
08. In Your Eyes
09. Walk Together
10. You Live in Me

Formação:
Ronaldo Costa - Vocais
Adriano Burey - Guitarras
Eduardo Moraes - Guitarras
Natanael Gomes - Baixo
Cleberson Neumann - Bateria

Contatos:




quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Uganga: ouvimos o novo álbum em primeira mão! Confira!

Uganga recebe a imprensa no lançamento do seu novo trabalho, que carrega o título de Opressor

A profissionalização do rock e metal na cena underground trouxe muita coisa boa para os fãs e imprensa, mas assim como uma receita de bolo, alguns cuidados devem ser tomados. Como entender a linguagem de seu cliente, qual o ambiente que o grupo deve apresentar seu trabalho. E nisso o Som do Darma (management do grupo mineiro Uganga) acertou em cheio, numa agradável noite de segunda-feira (10/11).

Foto: Laura Gallotti

A festa, realizada no Puxadinho da Praça foi o condutor para que tudo rolasse em harmonia. Destinado as mais variadas manifestações culturais, o espaço, localizado na região de Pinheiros (SP) apresenta novos e consagrados artistas de diferentes segmentos musicais. Os grafites na entrada, o estilo alternativo por dentro da casa e proporciona um clima quase familiar, fugindo do clima de competição que acontece em boa parte das coberturas e shows.

Quando cheguei, por volta das 21h, era possível ver jornalistas de veículos diversos, e cerca de meia hora depois, banda e management chamam imprensa e convidados para declamarem algumas palavras sobre a concepção do trabalho.

Representada por Manu Joker (vocal, ex-Sarcófago), Marco Henriques (bateria) e Mauricio “Murcego" Gonzalez (guitarra, que substitui temporariamente Christian Franco), chamaram os presentes e contaram um pouco da concepção do trabalho, com destaque para as dificuldades de uma banda independente, que muitos ainda pensam que ter um grupo se limita apenas a tocar e compor.

Após as breves palavras, foi exibido o clipe de “Casa”, que fala exatamente sobre a vida de uma banda na estrada.

Opressor, o álbum

Para o vocalista Manu Joker, o Opressor é um espelho de nossas fraquezas, cuja capa tem espalhada alguns desses personagens, como a ganância, as drogas, guerras e sexo, com letras que soam como um tapa na cara do ouvinte, pois citam coisas que estão aos nossos olhos e não percebemos, ou fingimos que não existem, como a citada “Casa” e a faixa-título, que fala de afirmação e o confronto com nossos inimigos internos.


Musicalmente o trabalho faz um paradoxo interessante com os primeiros dias do grupo, pois no início de carreira, o Uganga era um grupo voltado ao experimental, e embora esse lado fosse uma constante nos discos, em Opressor ele aparece mais forte, como as narrações de “Guerra” e “Guerreiro”, só para citar alguns exemplos.
Além disso, “Opressor” é um dos discos mais agressivos da banda como o groove pesado de “O Campo”, com um refrão que gruda na mente “Veredas”, que soa como um hino de libertação, além da versão para “Who Are the True” (Vulcano), que conta com as participações de Murillo Leite (Genocídio) e Ralf Klein (Macbeth). Vale lembrar que um dos autores da canção, Arthur Von Barbarian (Vulcano) e o frontman do Genocídio estavam presentes na audição! Não é preciso dizer mais nada né?

Foto: Mattielo Anderson
                                                                                                 

Apesar de ter ido embora pouco após ás 22h15, a noite foi maravilhosa, onde este voltou pra casa com um sorriso de orelha a orelha, pela grande oportunidade de ver um grupo que conheceu graças a esse grande lance chamado Underground, que sem amarras e soberbas, cravou (e ainda crava) seu lugar na vida de muitos.

Por João Messias Jr.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Hell Divine Nº 21: Nova edição da revista está online!


Demorou, mas saiu! A vigésima primeira edição da revista online HELL DIVINE já está disponível, trazendo como matéria de capa a banda EXODUS!

Confira as demais entrevistas:

TUATHA DE DANANN
NERVOSA
HATEFULMURDER
EVERY MAN IS AN ISLAND
VULTURE
SEMBLANT
FATES PROPHECY
DANIEL MOSCARDINI (CORAL DE ESPÍRITOS)

Ao todo são 60 páginas, contendo diversas colunas, além de resenhas de CDs, DVDs e shows. A revista está disponibilizada em formato PDF, mas, pode ser visualizada na tela sem necessidade de download. Para fazer o download gratuito da revista, acesse o link informado abaixo.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Review: Innvein - Timeless


Por Leandro Fernandes

Abram seus olhos para o Metal que vem sendo feito em nossos países vizinhos! Depois da surpreendente banda Climatic Terra, somos mais uma vez presenteados com uma excelente e magnifica banda argentina! O Innvein consegue mesclar um Prog Metal bem original com pitadas de Symphonic e Power Metal, bem interessantes! "Timeless" é o nome do álbum que pode, e deve, colocar a banda entre as grandes do continente sul americano (e por que não do mundo). Os caras deram vida a um trabalho que poucas bandas hoje conseguem, uma riqueza e variação em um estilo que, se não souber como usá-lo, se torna chato e obsoleto, fazendo com que a banda se torne apenas mais uma entre tantas. O nível de perfeição encontrado em cada músico aqui é de ser aplaudido de pé. Quem realmente chama a atenção são teclados, sem exageros e firulas, os arranjos são bem ajustados e se tornam um belo atrativo. As guitarras também dão um show a parte com solos e riffs bem alinhados, com um peso sob medida. A cozinha, setor que precisa realmente mostrar um bom serviço, não deixa a desejar, as escalas de baixo e marcações são de pura perfeição e a bateria (bastante exigida em todo o disco) consegue facilmente dar conta do recado. São oito músicas que arrepiam os cabelos a cada nota executada! O vocalista e guitarrista Ignacio Rodriguez impõe uma voz firme com um belo timbre e agudos realmente chamativos, tanto que o cartão de visitas “Blackout” - faixa que inicia essa obra prima - mostra como é fazer uma mescla Prog/Power de respeito. “Poisoned” dá sequência com um belo trabalho de bateria e teclados, gerando um clima sombrio em certas passagens da música, destaque para o refrão marcante. A faixa título “Timeless” é densa e bem completa, pois todos os instrumentos se destacam e o vocal mostra realmente grande potência. Com uma levada completamente Prog, “Innocence Lost” mostra uma grande influência do Dream Theater, até na imposição da voz, como canta esse "hermano"! Com um peso mais poroso, “Dead Flowers” tem excelentes passagens de teclado e riffs empolgantes, destacando também uma ótima sincronia com os backings vocals. “Crimson Sunset” trás uma atmosfera diferente, pois se trata de uma música instrumental e curta, apenas violões e teclados. Pode-se dizer que é uma introdução para a belíssima “Dust and Oblivion” que, com quase nove minutos, é o grande destaque do disco pelo simples fato de mostrar toda experiência e talento do grupo - certamente será indispensável em apresentações ao vivo. Encerrando o disco com uma pegada bem Power, “Withering Rose” te leva a sentir cada segundo apresentado, fechando o disco de maneira honrosa. O Innvein está sim preparado para grandes apresentações e se mantiver esse grande nível apresentado aqui, ganhará um público sedento e fiel. Nota: 10


Timeless - InnVein
(Independente – Argentina)

1. Blackout
2. Poisoned
3. Timeless
4. Innocence Lost
5. Dead Flowers
6. Crimson Sunset
7. Dust And Oblivion
8. Withering Rose


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