terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Review: Sodamned – Songs For All And None


Por Pedro Humangous

Como esperei por esse disco! E finalmente tenho em mãos o tão aguardado “Songs For All And None! Antes de resenha-lo, fiz questão de digerir o trabalho com calma, ouvindo diversas vezes para assimilar a mensagem passada por Juliano Regis (vocais e guitarras), Fabrício Gamba (guitarras), Felipe Gonçalves (baixo e vocais) e Gilson Lange (bateria). Como o próprio nome do álbum já diz, são músicas para todos e ao mesmo tempo para ninguém. São composições caóticas, extremas, mas ao mesmo tempo belíssimas e cheias de melodia, transbordando sentimentos, transitando entre a densidão melancólica do Doom, a energia do Death, a leveza de espírito trazida pelos inteligentes riffs melódicos que brincam no terreno do Black Metal. A maravilhosa e impactante arte que ilustra a capa, feita por Gustavo Sazes, já dita o tom desse disco, um balanço perfeito entre o belo e o sombrio. O grupo catarinense não poupa nossos ouvidos e desfila uma imensidão de riffs velozes, bateria incessante e vocais insanos. O gutural do Juliano é cavernoso e beira o absurdo! Unido aos berros ensandecidos do Felipe, a coisa fica simplesmente descomunal! A massa sonora é impedosa quando resolvem atacar com todas as armas simultaneamente – com  urros, guturais, uma rifferama e o bumbo duplo com blast beats, seguido de perto pelo baixo nervoso. A banda se sai ainda melhor quando trabalha seu arsenal com calma, de forma mais cadenciada – a faixa “For All And None” é um belo exemplo. “Dynamite”, que ganhou um ótimo videoclipe e já era conhecida do público, é realmente um dos destaques desse disco, sendo seguida da maravilhosa “Oração À Virgem”, com sua letra cantada em português e com conteúdo pra lá de polêmico. A audição passa voando, convidando o ouvinte a ouvir o álbum repetidas vezes. Esse foi certamente um dos melhores trabalhos do ano passado, de uma das bandas que mais respeito e admiro no cenário brasileiro. Corra atrás, adquira o material físico e original e não deixe de ouvi-los! “Songs For All And None” é um passo firme dado nessa trajetória de sucesso da banda Sodamned! Nota: 9,0


Curta o trabalho dos caras e conheça mais: facebook.com/SodamnedBand

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Fleshgod Apocalypse: confira novo lyric video


Os italianos do FLESHGOD APOCALYPSE acabam de lançar o lyric video para sua nova música "Gravity"



A música faz parte do novo álbum "King", previsto para ser lançado em fevereiro, através da Nuclear Blast. Enquanto o lançamento não chega, confiram alguns vídeos da banda gravando em estúdio:

#1 - Bateria:



#2 - Guitarras e baixo:



#3 - Piano e orquestrações:



#4 - Vocais:



»King« - Tracklist: 
01. Marche Royale 
02. In Aeternum 
03. Healing Through War 
04. The Fool 
05. Cold As Perfection 
06. Mitra 
07. Paramour (Die Leidenschaft bringt Leiden) 
08. And The Vulture Beholds 
09. Gravity 
10. A Million Deaths 
11. Syphilis 
12. King

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Review: Leave’s Eyes – King Of Kings



Por Pedro Humangous

Engraçado... nunca dei muita bola a nenhum dos envolvidos nessa banda. Por algum motivo desconhecido, não acompanhei a carreira de Liv Kristine (ex-Theatre Of Tragedy) e Alexander Krull (Atrocity). Consequentemente não sou familiarizado ao som do Leave’s Eyes, apesar deste ser o sexto álbum da banda. Mas, nunca é tarde para começar certo? Afinal, a infinidade de bandas existentes hoje impossibilita a audição de tudo que é lançado. E, como já confessado em resenhas anteriores, vocais femininos não são meus favoritos. Vamos ao que interessa, “King Of Kings”, um álbum forte, intenso, dramático e empolgante! A atmosfera aqui nos remete à grandes batalhas medievais (a própria capa já entrega o jogo), com uma sonoridade bastante encorpada, cheia de camadas de vocais, teclados e uma variação entre os vocais doces, delicados e os guturais, urrados. Enxergo o Leave’s Eyes como uma evolução do “antigo” Gothic Metal. Misturam e agregam de tudo um pouco, além do óbvio Gothic, temos elementos de Folk, Symphonic e Power Metal. “Halvdan The Black” impressiona bastante, pomposa e imponente, é uma das minhas favoritas nesse disco. “Vengeance Venom” não fica para trás e é excelente concorrente à melhor do álbum. Dá para notar que as composições foram muito bem trabalhadas, deixando a técnica e o feeling fluírem através das onze músicas que compõem o disco. É tudo bem sofisticado, bem encaixado e pensado em cada detalhe. Há um balanço legal fazendo com que a audição por completo seja prazerosa e nada cansativa. Seus cinquenta minutos de duração passam voando, pedindo mais um toque ansioso no play. Apesar de não ser um dos meus estilos favoritos, fiquei bastante surpreso com esse disco, gostei muito da proposta da banda. O conceito é muito legal e a produção é brilhante, sem dúvidas é um trabalho diferenciado e altamente recomendado! Nota: 8,5


Tracklist:
01. Sweven 
02. King of Kings 
03. Halvdan the Black 
04. The Wakin Eye 
05. Feast of the Year 
06. Vengeance Venom 
07. Sacred Vow 
08. Edge of Steel (Feat. Simone Simons) 
09. Haraldskvæði 
10. Blazing Waters (Feat. Lindy-Fay Hella) 
11. Swords in Rock 
12. Spellbound (Bônus Track) 
13. Trail of Blood (Bônus Track)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Review: Pagan Throne - Swords Of Blood



Por Márcio Acioli 

Ao se falar em Pagan Metal, alguns nomes me vêm rapidamente na cabeça, tais como: Manegarm, Arkona, Malefactor, Nocturnal Mortum, Thyrfing, Amon Amarth, dentre outros. Então, pode acrescentar a partir de hoje nesta lista o PAGAN THRONE, pois este “Swords of Blood” foi parido no Brasil, mas tem toda a pompa da veia escandinava. O som vai mais pro lado do Black Metal, com letras calcadas no paganismo, ainda que em alguns momentos possamos identificar passagens Folk, mas se engana quem acha que isso “alivia” a força do som dos caras. Aqui você vai encontrar muita melodia, mas os andamentos são rápidos em sua maioria, o que garantirá muitas rodas nos shows da banda nesta atual fase. Dentro deste processo, impossível não destacar o vocalista Rodrigo Garm, que possui uma voz muito particular e peculiar, além do principal compositor, o guitarrista Raphael Casotto, e o baterista Alexandre Daemortiis, este último um dos melhores do Metal Extremo nacional na atualidade. Como destaques, confira direto a faixa-título, “Fallen Heroes”, “Northern Forest” e “Beast of the Sea”, pois estas quarto passam muito bem o recado dado nesta avaliação. O PAGAN THRONE tem tudo pra se tornar um gigante em nossa cena, e com o apoio devido, isso não tardará em acontecer. Futuro promissor. Nota: 9,5


Review: Rotting Christ - Lucifer Over Athens


Por Pedro Humangous

Se tem uma banda que vem crescendo bastante e desenvolvendo seu som ao longo dos anos, essa é a grega Rotting Christ. Incrível ver a evolução dos caras a cada lançamento. Confesso que os primeiros discos da banda não me atraíram tanto, porém, a partir de “Aealo” (2010) comecei a curtir bastante o trabalho deles. Sua sonoridade atual permite que estejam em um patamar próprio, livre de rótulos. Tenho inclusive dificuldades em definir o estilo que praticam. E me pergunto, será preciso? Com tantas bandas novas surgindo, algumas pessoas precisam rotular tudo, visando encaixar em um nicho ou outro. Prefiro deixar a música rolar e ver se me agrada ou não. Acredito que o Rotting Christ dispense maiores apresentações, todo mundo já conhece o poder desses gregos infernais. Temos agora no mercado brasileiro, lançado pela tradicional gravadora Heavy Metal Rock, um álbum duplo em um belíssimo digipack! Nada mais, nada menos que 31 músicas ao vivo, uma apresentação insana gravada em sua terra natal, Atenas/Grécia. Gostei muito da roupagem que deram às músicas, deixando o mais natural possível, sem muito polimento, com aquela cara de “ao vivo de verdade”. A mixagem podia ter sido pouca coisa melhor, os teclados fazem falta e a bateria ficou um pouco abafada. O trabalho é abrangente e cobre toda a carreira da banda, perfeito para o fã de longa data e principalmente para aquele que começou a ouvi-los agora. No meu caso, serviu para apreciar e conhecer melhor sua fase mais antiga. As músicas ganharam força ao vivo e apresentam uma atmosfera incrível, energia pura! Impossível e injusto apontar destaques, os dois discos são fantásticos, de ponta a ponta! Mesmo assim, “After Dark I Feel” ainda ecoa em minha mente após dias! Apesar de uma arte mais simples na capa, o conjunto da obra no encarte é muito bonita, faz valer a aquisição do material físico. Sinto falta das letras das músicas em lançamentos nesse estilo “live”. Mais um ótimo disco na discografia de uma das mais promissoras bandas da atualidade. Maravilhosa obra, não deixe de conferir! Nota: 9,0


CD1 
1. 6 6 6 
2. Dub-Sag-Ta-Ke 
3. Athanatoi Este 
4. Κατά τον δαίμονα εαυτού 
5. Nemecic 
6. After Dark I Feel 
7. Sorrowfull Farewell 
8. Among Two Storms 
9. Gloria De Domino Inferni 
10. Feast Of The Grand Whore 
11. The Nereid Of Esgalduin 
12. Forest Of N'Gai 
13. The Sign Of Evil Existence 
14. Transform All Sufferings Into Plagues 
15. Fgmenth, Thy Gift 
16. Societas Satanas 

CD2 
1. Demonon Vrosis 
2. Quintessence 
3. The Call Of The Aethyrs 
4. In Yumen - Xibalba 
5. Grandis Spiritus Diavolos 
6. Welcome To Hel 
7. King Of A Stellar War 
8. Archon 
9. Exiled Archangels 
10. Dive The Deepest Abyss 
11. The Fourth Knight Of Revelation 
12. The Sign Of Prime Creation 
13. Non Serviam 
14. Enuma Elish 
15. Noctis Era

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sábado, 9 de janeiro de 2016

Review: Pyogenesis - A Century In The Curse Of Time


Por Pedro Humangous.


Em uma era onde somos literalmente infestados por lançamentos mensalmente, fica difícil ser surpreendido com algo realmente novo ou relevante. Uma das coisas que mais gosto de fazer no tempo livre é procurar por bandas novas e desconhecidas no Youtube. A Shinigami Records facilitou nosso trabalho, nos surpreendendo colocando no mercado brasileiro essa incrível banda alemã chamada Pyrogenesis. Particularmente, nunca tinha ouvido falar deles. Já gostei bastante da apresentação visual, seja com a preocupação estética da capa e do encarte, seja com seus videoclipes bem produzidos. Colocando o disco pra rodar, somos pegos de surpresa com uma mistura excêntrica de Doom, Stoner, Metal Tradicional. Tudo muito bem colocado, executado em seu momento certo, fazendo uma transição suave entre os estilos. A faixa de abertura já começa pegando fogo, vocais urrados e guitarras lembrando a escola sueca de fazer Melodic Death Metal. Porém, ao mesmo tempo encaixam vocais limpos, em coro, no melhor estilo Sabaton. Fiquei um pouco confuso, mas gostei do que ouvi. “A Love Once New Has Now Grown Old” transborda melodia, com riffs interessantes, apesar do timbre esquisito. Lembra uma mistura de Tyr, Volbeat e Him. Em alguns momentos, a banda abusa de uma pegada mais Pop Punk, bastante acessível e pegajosa. As músicas grudam facilmente na cabeça e agradam em cheio aos que possuem a mente mais aberta. Definitivamente esse não é um álbum “comum”, para todo metalhead, digamos, tradicional. “The Best Is Yet To Come”., por exemplo, achei um tremendo saco, música dispensável, acabou quebrando o bom ritmo do disco. Demasiadamente leve, não chega a lugar algum, não empolga. “Lifeless” traz guitarras limpas e um ritmo cadenciado, lembrando um pouco de Paradise Lost – muito boa faixa, com uma linha de baixo bem destacada e criativa. O trabalho se encerra com a magistral “A Century Om The Curse Of Time”, com seus quatorze minutos de duração e uma viagem incrível, sonoridade setentista, solos insanos, passagens acústicas, um pouco de Prog Rock, um pouco de Muse, um pouco de Queen. Resumindo, apesar de ser um disco de fácil assimilação, não é fácil de ouvir. Gostaria que eles fossem mais na linha da primeira e da última música, talvez com um pouco mais de agressividade e pitadas de experimentalismo. De qualquer forma, uma grata surpresa que está ao alcance de todos nós. Procure ouvir, vale a pena. Nota: 7,0



Músicas:
1. Steam Paves Its Way (The Machine)
2. A Love Once New Has Now Grown Old
3. This Won't Last Forever
4. The Best is Yet to Come
5. Lifeless
6. The Swan King
7. Flesh and Hair
8. A Century in the Curse of Time

Banda:
Flo V. Schwarz - Guitarras, vocais, teclados
Gizz Butt - Guitarras, backing vocals
Malte Brauer - Baixo, backing vocals
Jan Räthje - Bateria

Contato: http://pyogenesis.com/

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Melhores de 2015

Que ano incrível tivemos para lançamentos de Heavy Metal! Foi tanta coisa boa que ficou difícil escolher os melhores... Segue minha seleção dos 10 maiores destaques do ano. Vale uma menção honrosa para o Baroness, que lançou recentemente um dos melhores trabalhos de sua carreira, mas por ter saído muito em cima do tempo, acabou não figurando la lista "oficial".
E pra vocês, quem se destacou em 2015?


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Review: Masterplan - Keep Your Dream Alive

(Gravadora: Shinigami Records)

Por Pedro Humangous

Se existe uma banda que tem meu apreço, essa seria a Masterplan. Com seu passado glorioso, o grupo foi formado pelo guitarrista Roland Grapow e o baterista Uli Kusch (ambos ex-Helloween) e obteve enorme sucesso mundial. A banda já teve em sua formação músicos como Jorn Lande, Mike Terrana (Rage, Axel Rudi Pell, entre outros) e Janne Wirman (Children Of Bodom). Com várias trocas em sua formação, o grupo perdeu um pouco seu impacto ao longo dos anos, mas nunca desistiu de continuar. Em 2012, com a entrada do vocalista Rick Altzi (ex-At Vance) e do baixista Jari Kainulainen (ex-Stratovarius e Evergrey), as coisas voltaram a dar certo e a banda voltou a ganhar maior exposição através de excelentes lançamentos. A prova disso, é o ótimo CD/DVD “Keep Your Dream Alive”, que, literalmente, mantém o sonho vivo. A gravação impecável mostra uma banda em alto nível, executando suas melhores composições da carreira. Gostei bastante da edição desse material, deixou o som mais cru, mais próximo do real. Podemos ouvir bem a plateia ao fundo e Rick interagindo o tempo todo com ela. Os instrumentos estão bem equalizados, impactantes na medida certa. O set list do CD é praticamente o mesmo que consta no DVD, com exceção da última faixa, “Black Night Of Magic”. Em compensação, temos uma tonelada de extras nos vídeos, com cenas de bastidores na Ásia e Estados Unidos, com performances ao vivo ao redor do mundo e cinco videoclipes oficiais. Ou seja, pra quem é fã, tem material suficiente para garantir horas de diversão. Pra quem ainda não conhece a banda tão bem, essa é uma ótima oportunidade pra conferir a banda ao vivo e passar por toda a discografia do grupo. O Masterplan, apesar de ainda não ter recebido o devido reconhecimento mundial, vem crescendo bastante nos últimos anos e tem lugar especial na minha coleção! Não deixe de conferir esse lançamento! Nota: 8,5



Formação:
Rick Altzi – vocais 
Roland Grapow – guitarras 
Jari Kainulainen – baixo 
Axel Mackenrott – teclados 
Martin Skaroupka – bateria

Porão do Rock 2015: "O mais brasiliense de todos os tempos"


Por Pedro Humangous

Que foi mais modesto, não há o que negar. Sim, o Porão do Rock 2015 foi mais enxuto. Ao invés dos dois tradicionais dias de evento, tivemos apenas um. As estrelas internacionais não apareceram, dando lugar ao cast formado, em sua maioria, por bandas do cerrado. Foi o Porão mais brasiliense de todos os tempos, 90% das bandas eram da casa. A estrutura permaneceu intacta, a mesma disposição dos anos anteriores – talvez com menos barracas e menos palcos “alternativos”. 

(Público em peso - Foto: Divulgação)

No total, eram dois grandes palcos principais (Uniceub e Vivo) e um mais afastado, dedicado ao Heavy Metal (palco Pesado) – isso sem contar o palco Made In Brazil, que encerrou as atividades logo cedo, as 17h. No geral, o evento foi muito bom, tudo fluiu com naturalidade, sem maiores problemas. A bilheteria atendia bem, tinha espaço suficiente para transitar no local, comidas e banheiros adequados. Ao anoitecer, o evento já estava abarrotado de pessoas sedentas por boa música, aguardando ansiosos por suas bandas favoritas. 

(Galinha Preta - Foto: Divulgação)

O clima de descontração tomava conta do lugar, era visível a felicidade e diversão do público em todas as partes. Os destaques do palco Pesado ficaram para as apresentações do Galinha Preta (sempre um show irreverente e empolgante), Dark Avenger (uma das melhores apresentações da carreira - confiram o vídeo abaixo!) e Angra. Essa última, headliner, merece um parágrafo a parte. Que noite inspirada viviam os membros do Angra! Com uma formação totalmente inusitada, o grupo tocou de tudo, teve cover (do The Police), tiveram músicas dos primeiros discos e dos mais recentes. Fabio Lione estava cantando como nunca e surpreendeu bastante com uma performance matadora! Marcelo Barbosa (prata da casa que substitui Kiko Loureiro) segurou bem os solos, sempre com um sorriso no rosto. Bruno Valverde, simplesmente um monstro na bateria, quebrou tudo, com direito a solo no meio do set. Rafael Bittencourt e Felipe Andreoli dispensam comentários. 


(Angra - Fotos: Divulgação)

Apesar de mais “simples” o Porão do Rock desse ano foi muito bom, com excelentes bandas e uma estrutura legal. Prova de que a cena brasiliense vai muito bem, obrigado! Vida longa ao Porão e ao Metal do Cerrado! Nos vemos em 2016!


Vejam essa gravação profissional do Dark Avenger detonando tudo: 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Review: Mad Dragzter – Master Of Space And Time


Por Pedro Humangous

Um dos nomes mais promissores do Metal nacional, o Mad Dragzter fez barulho na cena há alguns anos, lançando dois ótimos discos, “Strong Mind” (2003) e “Killing The Devil Inside” (2006). Após o último trabalho, o grupo formado por Tiago Torres (guitarra e vocal), Gabriel Spazziani (guitarra), Armando Benedetti (baixo) e Eric Carlos (bateria) deu uma sumida, recarregando suas baterias para o grande retorno, acompanhado do novo disco intitulado “Master Of Space And Time”. A banda merece aplausos, pois distribuiu o disco de forma física gratuitamente em várias lojas do Brasil, além de enviar para a casa de quem solicitasse! E obviamente tenho minha cópia em mãos, uma versão mais simples - aquela feita de papelão mais fino, sem encarte – mas bem honesta, estampando uma maravilhosa arte na capa (feita pelo renomado artista Sergio Cariello, famoso por trabalhar em quadrinhos da Marvel e DC Comics). E como ficou o som? A sonoridade se manteve intacta, aquele Thrash Metal mais polido, muito bem composto e gravado, cheio de influências do Speed e do Metal Tradicional. Nos primeiros segundos de audição dei uma estranhada, o som parecia um pouco abafado, mas o “incômodo” logo passa. O álbum começa a todo vapor com “Almighty”, despejando riffs velozes e um ótimo refrão. “Valley Of Dry Bones” segue na mesma linha, mesclando momentos mais cadenciados com outros mais rápidos, dando bastante dinâmica para as músicas – só não gostei do final com fade out... péssimo recurso na minha opinião. “Master Of Space And Time” começa com uma intro fantástica, cheia de suspense, precedendo os vocais insanos de Tiago Torres – lembrando um pouco o estilo de James Hetfield. Esses músicos merecem total destaque, todos desempenham seus papéis com excelência, os riffs ficaram incríveis, a bateria é de cair o queixo e o baixo encorpado está sempre presente, preenchendo todos os espaços possíveis. O direcionamento das letras, aparentemente mais religioso, pode incomodar algumas pessoas. Falando do som, sua pegada mais oitentista acertou em cheio e cumpre muito bem seu propósito. Um belo retorno, esperamos que não demorem tanto para lançar novos álbuns! Nota: 8,0



Track list: 
01 - Almighty 
02 - Valley Of Dry Bones 
03 - Master Of Space And Time 
04 - 5708 05 - Megiddo 
06 - Gehenna: The Second Death 
07 - King Of Kings 
08 - Army Of Truth 
09 - Sons Of Thunder 
10 - The Man By The Pool Of Bethesda 
11 - One Nation, One Church 
12 - From Emptiness To Infinity 
13 - Vox Spiritus Sancti 
14 - Wrath Of God 
15 - New Heaven And New Earth 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Review: Subversilvas - Subversilvas



Por Pedro Humangous

Às vezes é bom sair da rotina e ouvir algo mais cru, descompromissado, sem deixar de lado a seriedade. A banda Subversilvas cumpre muito bem esse papel e nos diverte com um som porrada, direto e nervoso. Seu som, uma ótima mistura de Punk, Thrash e Hardcore, transborda ódio e empolgação, com composições mais retas e diretas ao ponto, não sobra espaço para firulas, retirando todo e qualquer ar que reste em nossos pulmões. Com exceção das faixas “Extrospection” cantada em inglês e “Mercaderes Del Odio” em espanhol, as oito demais são cantadas em português e todas viciam com extrema facilidade. Gostei bastante da arte da capa, fugindo totalmente do convencional – me lembrado inclusive os trabalhos do espanhol Joan Cornellà – mostra a realidade da convivência humana atual, ou seja, cada um por si. Gostei muito da faixa de abertura, impactante e com um refrão forte, da já mencionada “Extrospection”, com um excelente toque de Death Metal e “Mercaderes Del Odio”, provando que a língua do Metal é universal. A produção do disco, mais seca propositalmente, deixa o trabalho mais visceral, dando aquela sensação de estar dentro do estúdio ensaiando com os caras, muito legal! Uma pena que ainda não tenham recebido o devido reconhecimento por esse excelente trabalho. Fica aqui meu respeito e admiração, além da, mais que óbvia, recomendação! Não deixem de ouvir esse disco! Nota: 8,5





terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Review: W.A.S.P. - Golgotha

(Gravadora: Shinigami Records)

Por Pedro Humangous

Conheço o trabalho do W.A.S.P. de longa data, porém, nunca foi uma banda que chamou a minha atenção – acontece nas melhores famílias. A Shinigami Records tem nos surpreendido com ótimos e diversificados lançamentos no mercado brasileiro e “Golgotha”, mais recente trabalho de inéditas da banda, é um deles. Apesar da arte da capa não ser muito convidativa, as músicas são muito boas. Um Heavy Metal tradicionalíssimo, “classudo”, muito bem organizado e equalizado. As faixas fluem com naturalidade, convidando o ouvinte a cantar os refrões logo na primeira audição. Pra mim, foi impossível não lembrar de várias bandas simultaneamente, é como jogar em um caldeirão Scorpions, Dio e Motley Crue. As composições, apesar de (aparentemente) mais simples e menos técnicas, são muito bem construídas, repletas de feeling e honestidade em cada nota tocada. Esse disco levou nada menos do que quatro anos para ser finalizado, portanto, Blackie Lawless teve tempo de sobra para analisar e deixar cada música do jeito que ele queria. E o resultado foi ótimo, temos nove músicas de altíssimo nível, dispostas a agradar tanto os fãs mais antigos quanto os mais novos. Quem merece menção e destaque são os incríveis solos espalhados por todo o disco, todos inspirados e de tirarem o fôlego! Apesar de bons, achei que os refrões podiam ser mais eficientes e viciantes, faltou certo tempero e mais punch para que fossem memoráveis e perfeitos. De qualquer forma, um ótimo álbum que garante horas de diversão e headbanging pesado! “Golgotha” é a prova de que a picada da vespa continua forte! Nota: 7,5